A
luta de um padre no sertão paraibano por melhorias nas condições de
vida dos habitantes de uma das regiões mais castigas pela seca no
Nordeste do Brasil e seu engajamento nas causas sociais.
Esses
são os temas do documentário "Ser Tão Brasileiro", primeiro
curta-metragem de Rômulo Medeiros e Vieira Neto que retrata o cotidiano
do Padre Djacy Brasileiro na pequena cidade de Pedra Branca (localizada a
aproximadamente 450 km de João Pessoa) que por meio de seus protestos e
manifestações se tornou uma (ou a) bandeira na causa dos sertanejos que
sofrem anualmente os efeitos da seca.
O
documentário foi realizado como TCC dos ex-alunos Rômulo Medeiros e
Vieira Neto no Curso de Comunicação Social, na habilitação de Rádio e
TV, da Universidade Federal da Paraíba. As filmagens foram realizadas em
apenas um final de semana, sendo rodado exclusivamente na cidade de
Pedra Branca. O filme foi realizado de forma independente, tendo os
alunos que financiaram todos os custos da produção.
O
primeiro a tomar conhecimento da existência e reinvindicações do Padre
Djacy Brasileiro foi Vieira Neto, graças a seu trabalho de produtor na
RCTV (tv a cabo do Sistema Correio). "Tinha a ideia de realizar no meu
TCC um documentário, mas tava afim de falar sobre futebol, porém a
partir do momento que me deparei com as lutas do padre (Djacy
Brasileiro) foi amor a primeira vista, não tinha como não ser sobre
ele", relata Vieira Neto.
"Ser
Tão Brasileiro" aborda um universo de um povo cheio de esperança e
força de vontade em superar todas as intempéries proporcionadas por
parte da natureza e negligências política, onde segundo o próprio Padre
Djacy as ajudas políticas só aparecem nos meses que antecedem as
eleições. Além de contar a história de vida e luta do Padre Djacy, o
curta faz um relato por meio dos moradores da região sobre a seca de
2012, considerada a pior seca dos últimos 50 anos.
Os
jovens cineastas irão lançar o filme nessa sexta, dia 20, a partir das
19h30 no Miniauditório I da Estação das Artes, anexo da Estação Cabo
Branco. A entrada é gratuita. Ambos planejam inscrever o documentário no
maior número de festivais possíveis no próximo ano. A duração total do
curta é de pouco mais de 19 minutos, pois o tempo limite nos festivais
para curtas-metragem é de 20 minutos.
Fonte: PedraBrancaNews
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