Nesse sábado (10), a Câmara Municipal de Diamante realizou a penúltima sessão da atual legislatura, mas nenhuma matéria foi votada: o orçamento de 2013, que já está no legislativo, não foi à pauta por falta de parecer. Não houve tempo para apreciação pela comissão legislativa competente.
De acordo com a presidente do legislativo, Maria do Socorro Abílio, o orçamento ficará para a última sessão ordinária da atual legislatura, prevista para o dia 24 de novembro, data a partir da qual a Câmara entrará em recesso, só retornando no próximo ano e com uma composição bem renovada: dos atuais nove vereadores, apenas dois (Manoelzinho e Edivan Bezerra) retornarão ao parlamento diamantense em 2013.
O vereador Paulo Brito lamentou o atraso no envio do orçamento pela Prefeitura para a Câmara, o que impossibilitou, segundo ele, o parecer da comissão de Constituição e Justiça, da qual faz parte. Brito também questionou o repasse orçado para a Câmara em 2013, com valor mensal de 47 mil reais, e disse acreditar que o recurso não é suficiente para o pagamento do novo salário (subsídio) dos vereadores, que passará para 3.500 reais no próximo ano, um aumento superior a mil reais, enquanto o próximo presidente do legislativo receberá 5.200 reais mensalmente.
Esse aumento já foi aprovado pela Câmara, que também reajustou, por proposta do executivo, o salário do prefeito para 16 mil reais, um aumento de 100%. O vice-prefeito ficará com 8 mil, e o secretário municipal com 2 mil reais. A fala de Paulo sobre orçamento e os novos salários dos agentes políticos de Diamante a partir de janeiro mereceu aparte de vários outros vereadores, ocorrendo um debate sobre o assunto, especialmente se o dinheiro orçado comporta os reajustes concedidos.
Despedida
Um dos vereadores que deixará a Câmara a partir de dezembro é Edval Ângelo, que, já em clima de despedida, disse que estava deixando o legislativo com a consciência do dever cumprido. Segundo o vereador, a educação e o esporte de Diamante foram suas principais metas de trabalho, setores em favor dos quais fez inúmeras solicitações ao longo dos seus três mandatos.
Edval enfatizou que cabe ao vereador reivindicar, não tendo prerrogativa de execução, o que compete à Prefeitura, mas o parlamentar mirim, segundo ele, precisa fazer a sua parte, que é cobrar do executivo as obras e projetos necessários para o município. Neste sentido, ele vem defendendo duas coisas que considera primordiais: dotar as escolas e creches de espaços para a prática de esporte e recreação, como forma de desenvolvimento físico e intelectual de crianças e jovens, e também melhorar o estádio municipal, com objetivo de resgatar o futebol amador.
Na última sessão, o vereador pretende apresentar novos requerimentos em defesa dessas obras, até seus últimos instantes como parlamentar, pretende lutar pelos seus ideais, na esperança de que a próxima gestão municipal atenda os pleitos deixados por ele
Folha do Vale
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