Enviado por João Salviano
Resposta:Na nossa era de “tolerância”, o relativismo moral
é tido como a virtude suprema. Toda filosofia, idéia e sistema de fé tem igual
mérito, diz o relativista, e é merecedor de igual respeito. Aqueles que
favorecem um sistema de fé sobre outro ou – ainda pior – afirmam ter
conhecimento sobre a verdade absoluta são considerados cabeças-fechadas, não
iluminados, ou mesmo fanáticos.
É claro, diferentes religiões fazem afirmações
mutuamente exclusivas, e o relativista é incapaz de conciliar logicamente
contradições discrepantes. Por exemplo, a Bíblia afirma que “aos homens está
ordenado morrerem uma só vez” (Hebreus 9:27), enquanto algumas religiões
orientais ensinam a reencarnação. Então, nós morremos uma única vez, ou várias?
Ambos os ensinamentos não podem ser verdadeiros. O relativista redefine essencialmente a verdade para criar um mundo
paradoxal onde múltiplas e contraditórias “verdades” podem co-existir.
Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a
vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Um cristão aceita a
Verdade, não apenas como conceito, mas como uma Pessoa. Esta compreensão da
verdade separa o cristão da tão chamada “mentalidade aberta” do hoje em dia.
O cristão reconhece publicamente que Jesus
ressuscitou dos mortos (Romanos 10:9-10). Se ele realmente acredita na
Ressurreição, como ele pode ter a “mente aberta” em relação à afirmativa de um
incrédulo que Jesus nunca se levantou de novo? Seria uma traição contra Deus um
cristão negar o claro ensinamento da Palavra de Deus.
Note que nós citamos os fundamentos da fé nos
nossos exemplos até agora. Algumas coisas (como a ressurreição corporal de
Cristo) não são negociáveis. Outras coisas podem ficar abertas ao debate, como
quem escreveu o livro de Hebreus, a natureza do “espinho na carne” de Paulo e o
número de anjos que podem ficar em pé sobre a cabeça de um alfinete. Nós
devemos evitar o envolvimento em discussões acerca de assuntos secundários (2
Timóteo 2:23; Tito 3:9).
Mesmo ao disputar/dialogar sobre doutrinas
proeminentes, um cristão deve exercer
cautela e demonstrar respeito. Uma coisa é
discordar de uma posição; outra é degradar uma pessoa. Nós devemos nos ater à
Verdade mostrando compaixão para com aqueles que questionam a Verdade. Como
Jesus, devemos ser cheios tanto de graça quanto de verdade (João 1:14).
Pedro apresenta um bom balanço entre ter a
verdade e ter humildade: “Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança
que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor” (1 Pedro 3:15).
Fonte: gotquestions.org

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