segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"Somos madeira de lei que cupim não rói", diz governador da Paraíba!


O governador Ricardo Coutinho (PSB) concedeu entrevista coletiva à imprensa, na noite deste domingo (26), no hotel Village, localizado na orla de João Pessoa (PB), para comentar o resultado do segundo turno das eleições, no qual foi reeleito, e destacou as adversidades enfrentadas do início da campanha até chegar à vitória.

“Somos madeira de lei que cupim não rói. Enfrentei inúmeras dificuldades, minha campanha foi extremamente pobre, diferentemente da do meu adversário. Enfrentamos toda uma articulação de forças, da sociedade, do poder econômico. Mas, agradeço ao povo paraibano por ter me dado força para fazer a esta caminhada, que talvez tenha sido a mais difícil da minha história”, afirmou. 

“Foi o sentimento de uma disputa entre o conteúdo e a embalagem, entre o fazer e o prometer. Mas, o povo da Paraíba chamou para si o sentimento de fazer a escolha”, acrescentou.  

Ricardo também pregou humildade da classe política e lembrou que em determinados momentos da campanha foi subestimado pelos adversários. “Diziam que eu não tinha condições de vencer as eleições. Não podemos subestimar ninguém. Precisamos ter muito cuidado, por que quem escolhe não somos nós e sim o povo. Tivemos uma vitória bonita, que consolida uma coisa dentro deste Estado: nenhum de nós somos imbatíveis”, sustentou.


O governador também acusou a coligação adversária de cometer vários crimes eleitorais e se queixou da imprensa, que, segundo ele, não divulgava. “Todos os crimes eleitorais foram cometidos por uma coligação só e nada era divulgado, mas ultrapassamos isto porque tivemos uma militância espetacular. Sempre dizia: com uma militância desta não pedia aqui, nem no Japão”, declarou. 

PT e PMDB

Ricardo também destacou a importância da aliança com o PT e o PSDB e a vitória da presidenta Dilma Rousseff em âmbito nacional. Segundo ele, ao lado de dois senadores, no caso Vital do Rego (PMDB) e José Maranhão (PMDB), “a Paraíba terá a oportunidade de manter uma boa governabilidade e mais diálogo com a presidente Dilma”. 

“Não fizemos uma aliança simplesmente para vencer a eleição, fizemos uma aliança programática com o PT, o PMDB. Essa é uma aliança mais que eleitoral, temos a obrigação de fazer esta aliança programática, de governabilidade, de fazer um projeto para que este Estado possa avançar cada vez mais”, declarou.


Por Cristiano Teixeira

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