As
perspectivas climáticas para as regiões do Alto Sertão, Sertão, Cariri e
Curimataú indicam que as chuvas serão irregulares, tanto espacial
quanto temporalmente, de acordo com relatório divulgado nesta
quinta-feira (18) por meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das
Águas da Paraíba (Aesa).
Mas, a tendência é que a pluviosidade fique em torno da média
histórica. “Não podemos fazer nenhum prognóstico definitivo nesse
momento. Dependemos de vários fatores meteorológicos que, certamente,
vão interferir nas chuvas para esse período”, salientou Marle Bandeira,
meteorologista da Aesa.
A síntese do relatório mostra que não há previsão de um período
“extremamente chuvoso” ou “extremamente seco” no primeiro trimestre de
2015.
Para o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, a reunião de hoje foi
fundamental para que o estado possa atuar na prevenção de possíveis
fenômenos climáticos adversos. “Mesmo com a imprecisão – por conta dos
fatores meteorológicos que mudam constantemente – é necessário que
estejamos a par do que pode acontecer e, assim, poderemos atuar em
conjunto com a Secretaria de Recursos Hídricos e da própria Aesa, que
tem feito um excelente trabalho no sentido de preservar os recursos
hídricos que temos, como a desobstrução de canais, recuperação de
leitos”, salientou.
“O governo do estado tem investido maciçamente em obras de
saneamento, construção de adutoras para que possamos ampliar a
distribuição de água para a população paraibana. Por isso, não tenho
dúvidas de que estamos na vanguarda de ações que visem atenuar ou até
mesmo evitar que a população venha sofrer com a falta d’água, sobretudo
na zona rural”, completou o presidente da Cagepa.
Prognóstico – A previsão climática para o primeiro
trimestre de 2015, divulgada nesta quinta-feira, foi o resultado da
reunião técnica realizada nas dependências da Universidade Federal de
Campina Grande na terça-feira (16). Na ocasião, além da Aesa,
participaram meteorologistas da Agência Pernambucana de Águas e Clima
(Apac) e da Unidade Acadêmica de Ciências Atmosféricas da UFCG. A
Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) enviou dados para subsidiar
as análises.
Em pauta, as mais recentes condições oceânico-atmosféricas globais
com influência nos índices pluviométricos da Paraíba. Os cenários
previstos por vários modelos meteorológicos de previsão climática
também foram avaliados.
Com a irregularidade apontada para as chuvas do Alto Sertão, Sertão,
Cariri e Curimataú, algumas localidades poderão receber uma previsão de
chuva maior que outras. Marle Bandeira explica que a distribuição de
chuvas dependerá dos sistemas meteorológicos , como os vórtices
ciclônicos em ar superior. “Não dá para prevermos ainda de que modo
esses sistemas vão se comportar. Porém, o que podemos afirmar é que,
quando bem posicionados e desenvolvidos, provocam chuvas intensas em
várias áreas”.
Setor leste – De acordo com a Aesa, as regiões do
Litoral, Agreste e Brejo têm o quadrimestre mais chuvoso nos meses de
abril a julho. Por isso, a previsão para essas regiões devem ser
divulgadas em março do próximo ano.
Fonte: Retirado do Blog do Gordinho

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