quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Proposta para novo ensino médio é apresentada em audiência pública


Proposta para novo ensino médio é apresentada em audiência públicaEm 26 de fevereiro, a Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio realizou no plenário 9 da Câmara dos Deputados audiência pública com a presença do secretário de Educação do Estado do Acre e representante do CONSED, Daniel Queiroz Sant’Ana.

Na ocasião, a mesa foi composta pelos deputados, Reginaldo Lopes (presidente da comissão de reformulação do Ensino Médio), Dorinha Seabra Rezende (vice-presidente), Wilson Filho (relator) e o professor Daniel Queiroz Sant’Ana.

O presidente Reginaldo Lopes (PT/MG) afirmou em discurso, “o modelo atual do ensino médio é ultrapassado, o conteúdo é passado exclusivamente para preparar o estudante para fazer o vestibular”.

E destaca, “o modelo é incoerente com a realidade brasileira, pois cada 100 alunos que entram no ensino fundamental, apenas 44 continuam nos bancos escolares até o ensino médio. Desses 44, metade abandona as salas de aula e somente 12 chegam à universidade, o atual ensino exclui 88% por cento do total de alunos que ingressam na escola”.

O palestrante Daniel Queiroz Sant’Ana esclareceu, “o ensino médio atual tem alto índice de infrequência, reprovação, abandono, falta de estrutura organizacional, pedagógica, física e outras dificuldades”.
Em seu relatório Queiroz apresentou aos presentes na audiência o novo modelo de ensino, “defendemos a formação integral, sistêmica e humana, além da interdisciplinaridade de conteúdos, com foco em desenvolvimento local, regional e nacional”.

Já o relator Wilson Filho (PMDB/PB) ressaltou, “a necessidade de haver a convergência de dados e ideias para chegarmos a um novo modelo. Precisamos identificar qual o motivo que leva os alunos a não terem vontade de frequentar as salas de aula, mesmo sabendo que o ensino é o instrumento que vai ajudar a melhorar seu futuro”.
E conclui, “este modelo não é funcional, os professores são obrigados passar o conteúdo estipulado anualmente, mesmo que a assimilação seja baixa por parte dos alunos, eles devem registrar como matéria ensinada. A comissão está estudando várias ideias, já temos algumas finalidades determinadas para a reformulação do ensino médio, a primeira é despertar o interesse dos jovens para seguirem a vida acadêmica, a segunda é permitir que o estudante desenvolva habilidades para o mercado de trabalho e a terceira é o exercício pleno da cidadania”.

A Comissão Especial de Reformulação do Ensino Médio tem a missão de buscar informações e com base nas ideias apresentar novo modelo para o ensino médio no Brasil.

Acessoria / Dep. Wilson Filho

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