segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Corpo demora um dia e meio para ser recolhido por suposta omissão do Numol de Patos



Encontrado por populares por volta do meio-dia desse sábado, 3, o corpo de um homem em elevado estado de decomposição só foi recolhido na noite desse domingo, 4, um dia e meio depois, e por uma razão meramente burocrática.

O cadáver, ainda não identificado, foi encontrado em uma área rural nas proximidades de Santana de Mangueira. Com o rabecão de Itaporanga quebrado, o delegado Cristiano Santana requisitou uma viatura de fora, mas o Numol (Núcleo de Medicina e Odontologia Legal) de Patos, recusou-se a liberar o veículo por falta de um determinado ofício, segundo informações da Polícia Civil, apesar de haver a requisição de exame cadavérico, o que seria suficiente no entendimento da polícia.

Conforme o que apurou a Folha, o Numol, que é dirigido por um cidadão conhecido como Dr. Dionísio, exigiu um ofício circunstanciado sobre a quebra do carro de Itaporanga como imperativo para liberar o rabecão de Patos, uma burocracia desnecessária, segundo a polícia, e que comprometeu a retirada do corpo.

O fato revoltou também a Polícia Militar, que precisou manter a segurança da área durante todo o tempo a até a retirada do corpo, que só foi recolhido depois de um longo entrevero entre a polícia de Itaporanga e o Numol de Patos. Na noite desse sábado, a Folha chegou a noticiar que os restos mortais haviam sido removidos, mas a informação não procedia.

Somente na noite deste domingo é que o cadáver foi encaminhado ao Numol de Campina Grande. Algumas informações como a causa e o dia aproximado da morte são importantes para a polícia apurar o que aconteceu com o homem e tentar identifica-lo. Neste domingo, o jornal falou com o Numol de Patos para esclarecer o caso, mas o plantonista disse que não estava sabebendo de nada e todas as questõs de ordem administrava eram com o diretor, que não se encontrava naquele momento no órgão.

Folha do Vale

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