“Essa luta não pode parar. Minha voz não calará enquanto a saúde estiver subfinanciada pelo governo. Olho para trás e vejo que essa é uma responsabilidade de todos, independente de partido político. O Brasil não suporta mais conviver com a fila da morte”, afirmou Cícero.
As bancadas do PSDB, DEM, PSOL, PSC, PSB e também vários senadores da base declaram apoio à emenda de Lucena, porém sem sucesso. Integrantes da oposição, como Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) chegaram a acusar o governo de "manobra" na hora da votação, pois o painel registrava a presença de 70 senadores na Casa, mas apenas 59 registraram voto na apreciação da emenda do senador tucano.
Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) é chegada a hora de acabar com essa falsidade no discurso, uma vez que o governo nega recursos para a saúde na prática. “Em toda oportunidade que temos de oficializar a transferência de recursos para a saúde, negamos com o nosso voto. Foi assim quando debatemos aqui a definição dos 10% da União para a saúde pública. O governo foge à sua responsabilidade. Não aceita participar com o percentual que lhe cabe, e agora somos obrigados a ouvir falaciosamente pretextos que não cabem, para justificar o voto contrário a uma proposta que tem coerência, sobretudo é absolutamente necessária nessa hora, quando vivemos um caos verdadeiro na saúde pública brasileira”, discursou.
Para o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) a emenda do senador Cícero é a oportunidade do Senado se encontrar com a sociedade brasileira. “O que o Congresso está fazendo, o que o Senado está fazendo, através dessa emenda do senador Cícero Lucena, é propor um aporte maior, substantivo, de recursos, mas também construindo uma transição, de forma paulatina. Portanto, neste momento, entendo que o Senado Federal apreciar essa matéria e votar a favor de 18% da receita corrente líquida para a saúde significa o Senado se encontrar com os desejos da população brasileira”, disse.
“É possível, é razoável cumprir aquilo que propõe a emenda do senador Cícero, encampada pelo nosso partido. É possível, sim, gastarmos mais com a saúde pública, para darmos uma saúde de melhor qualidade à população brasileira”, cobrou o senador Aécio Neves (PSDB-PB).
O senador Cássio Cunha Lima também engrossou o coro em defesa da proposta de Cícero. “Imaginem o constrangimento daqueles que vão para palanque, fazem discursos, entrevistas, jurando, prometendo melhorias na saúde, mas, na hora de a onça beber água, na hora da decisão, são submetidos a uma saia justa e, para dizer amém ao Governo, votam contra os interesses do Brasil”, questionou.
Fonte:Assessoria
Foto: Senado.gov.br
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