Análise feita pelo
Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que a falta de regulação
estadual é um dos maiores problemas encontrados na rede pública de saúde
da Paraíba.
A situação acarreta superlotação em alguns hospitais e subutilização de outros.
Em algumas instituições, há excesso de pacientes, principalmente nas alas de emergência.
Em 2012, 10,4% dos
paraibanos possuía plano de saúde, o que indica que a maior parte da
população utiliza a rede pública. Os hospitais de João Pessoa e Campina
Grande são os mais superlotados, pois recebem pacientes de todo o
estado. Há também grande demora na marcação de cirurgias e consultas de
algumas especialidades médicas, além de sistemas informatizados
ultrapassados.
O pouco desenvolvimento
da rede de assistência básica, somado à cultura local de procura pelas
unidades hospitalares, também causa transtornos. Casos que poderiam ser
resolvidos em postos de saúde, por exemplo, são levados a tratamento em
hospitais que oferecem atendimento de média e alta complexidade. O TCU
também percebeu falhas na coleta de indicadores importantes para a
análise da saúde local.
A tabela de valores paga
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em convênios com hospitais
particulares também está desatualizada na Paraíba, o que causa
desinteresse de instituições particulares em receber pacientes da rede
pública. O estado, no entanto, possui características positivas. Há
hospitais com instalações novas e equipamentos em bom estado, e o número
de leitos para cada mil pessoas está praticamente dentro do
recomendado, com defasagem de apenas 0,1%.
Para realizar a análise,
o TCU visitou quatro dos principais hospitais da Paraíba: Hospital
Regional de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, Complexo
Hospitalar de Mangabeira Governador Tarcísio Burity, Hospital Edson
Ramalho e Hospital Regional Deputado Janduhy Carneiro. O tribunal também
analisou informações do Hospital Geral de Queimados, do Hospital e
Maternidade Dr. Antônio Luiz Coutinho e das secretarias de saúde
estadual e municipais.
O relator do processo é o ministro Benjamin Zymler.
O trabalho integrará
relatório sistêmico de saúde, de abrangência nacional. O tema
assistência hospitalar no SUS foi escolhido pela relevância social e
pelo volume de recursos envolvidos. Para elaborar o diagnóstico, o TCU
realiza levantamentos em todos os estados. A previsão é de que os
resultados sejam publicados no mês de novembro.
Fonte: Jornal da Paraíba

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