O jornalista Josias de
Sousa, articulista do Uol Blogosfera , acertou bem no alvo, no cerne da questão, quando intitulou o seu artigo de hoje, com
uma sínteses fenomenal: “Políticos vivem
psicose do que pode acontecer”. Diante dos fatos, das
manifestações, até agora consideradas apolíticas, eles estão acuados, tontos e sem
saberem o que fazer.
Josias, inicia o seu belo artigo com
uma análise prá lá de realista, vejamos:
“É linda a revolta que nasceu de um
reajuste de R$ 0,20 nas passagens de ônibus e resultou em 250 mil brasileiros
fazendo barulho nas ruas. A beleza
está na ausência do grande líder por trás do movimento. Atônitos, os políticos
vivem a psicose do que ainda está por vir. Descobriram um inédito sentimento de
vulnerabilidade. Sem exceção, viraram todos alvos do imponderável”.
E vai mais além, quando acrescenta
que:
“Políticos vivem atrás de uma teoria
unificadora. Nas últimas horas, todos tentaram de tudo para chegar à explicação
absoluta. Mas tudo não quis nada com os teóricos. Em 1992, Fernando Collor
estava por trás da ira coletiva. Agora, nenhum político sente-se à vontade para
atirar pedras em outro. Se o asfalto informa alguma coisa é que, para a turba,
todos têm telhado, porta, janela, paletó e gravata de vidro”.
“A história ensina que não se deve
esperar de políticos exames profundos de consciência ou atos espetaculares de
contrição. Porém, o instinto de sobrevivência também pode abrir picadas para a
virtude. Que o digam as autoridades de São Paulo – no intervalo de um final de
semana, evoluíram da porrada e da bala de borracha para o diálogo e o recuo da
tropa de choque”.
Surpreende-se ao analisar que:
“Algo de muito diferente sucedeu
nesta segunda-feira, 17 de junho de 2013. Há uma sensanção de prefácio no ar.
Falta responder: prefácio de quê? Seja o que for, algo já ficou entendido:
atrasado, o brasileiro aprendeu que, com um computador e dois neurônios,
qualquer pessoa pode acender o pavio de uma revolta. Ninguém depende mais de
partidos, sindicatos ou entidades”.
Diz ele que:
“Qualquer mote serve de pretexto: o
preço da passagem, as borrachadas da polícia, a corrupção, a PEC 37, os gastos
da Copa, a penúria da educação, o flagelo da saúde… A rapaziada informa que o
brasileiro acomodado já não a representa. Resta saber como esse inconformismo
difuso será exercido”.
No último parágrafo ele profetiza:
“Com sorte, a revolta apartidária
pode reintroduzir na política a crise do “de repente”. Os bambambãs saberão
que, saída do nada, uma vaia pode soar num estádio, uma legião pode invadir a
Avenida Paulista, uma multidão pode lotar a Candelária, uma meninada pode
converter o espelho d’água do Congresso numa piscina”.
Eis a síntese: articulista lúcido, políticos
tontos e acuados!..
Chico Pinto/BoaVenturaOnline
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