Essa é uma resenha crítica das
duas linhas tratadas sobre Filosofia da Educação Religiosa, de autoria do Pastor
e Mestres em Educação Religiosa da FATCH - FACULDADE TEOLÓGICA CHARISMA que tem
como objetivo periodicamente desenvolver e ampliar um quadro mais científico,
filosófico e religioso dentro dos parâmetros curriculares da Educação.
Minha idéia de resenhar com o
tema acima "O EQUILÍBRIO DO CRISTÃO
MEDIANTE AS DUAS CIÊNCIAS: FILOSOFIA
E RELIGIÃO (O HOMEM E DEUS)", traz criticamente uma resposta concreta
a um impasse pessoal freqüente. É necessário citar qual a importância real,
visível, dessa pergunta, sabendo que é de suma importância na contribuição dos
professores de escolas, alunos, etc.
Minha vivência e experiência, os valores e
ideais de cultura e educação passados para mim por meus pais e mestres, me
trouxeram pilares de valores em meu convívio; isso parece pessoal de mais para
mim e quase intransferível. Tristemente, muitas pessoas, incluindo muitos cristãos,
não estão interessados no estudo da filosofia. Eu digo "tristemente",
pois o estudo da filosofia é importante. Ela tem a ver com "o amor pela
sabedoria" (a palavra "filosofia" significa "o amor pela
sabedoria"). O fato é que todas as pessoas são filósofas, que elas saibam,
admitam, ou não. Isso é o mesmo que dizer: todas as pessoas têm uma COSMOVISÃO, um modo ou meio pelo qual
elas vêem tudo da vida. Isso é inescapável. A única questão é se a filosofia de
um homem é correta ou não.
O apóstolo Paulo fala da
importância e significância da filosofia em COLOSSENSES 2:8. Primeiro, o
apóstolo, adverte fortemente seus leitores, contra serem presas de filosofias
anti-bíblicas, isto é; aquelas que são "de acordo com as tradições de
homens". Implícito nessa admoestação está o reconhecimento de que uma
pessoa deve estudar filosofia para não ser seduzido por COSMOVISÕES falsas.
Segundo, Paulo ordena que a igreja estude uma filosofia "de acordo com
Cristo". O estudo da filosofia, então, não é uma opção para o cristão. É
um mandamento bíblico para todo crente verdadeiro amar e aprender a sabedoria
de Cristo.
Mesmo dentro da igreja de Cristo,
contudo, há muita confusão quanto a que tipo de filosofia é uma filosofia
bíblica. Basicamente, há três tipos de filosofias não-cristãs (que até mesmo
alguns cristãos têm adotado): racionalismo, empirismo e irracionalismo. Segundo
Dr. Gordon Clark, habitualmente demonstra o porquê às COSMOVISÕES não-cristãs
são errôneas, e apresenta uma genuína filosofia bíblica que ele chama de "dogmatismo".
Em se tratando de
"Educação", traz-se uma lembrança viva da cultura básica, a dois
pensamentos comuns: o primeiro que a trata como manifestação social de
determinado local, mas trazendo uma abrangência de conhecimentos, algo
valorizado socialmente, admirado e até como objeto de desejo, como dizer que
alguém é culto, ou que tem muita "cultura". Não se pode, entretanto,
ser deixado de lado o caráter cultural em que todos, sem exceções estão
incluídos e são, inclusive formadores dele. Por isso imaginar que qualquer
aluno, dos mais carentes aos mais afortunados, tanto financeiramente quando
cognitivamente, seja excluído culturalmente, trata-se do segundo pensamento
quanto à "cultura". Creio que analisar e criticar a ambigüidade dessa
palavra e como os alunos percebem-se no uso dela, também é ferramenta
disponível, porém pouco utilizada durante nossas mediações.
Já na Educação Religiosa surge à
história dos pensamentos sobre Deus, uma filosofia que se preocupa levar o
indivíduo a ter os pensamentos de Cristo. O apóstolo Paulo fala aos COLOSSENSES
capítulo 3:2a, isto nos traz uma filosofia segura mediante o homem que teme a
Deus. Os pensamentos que apenas são citados por homens, são de proveitos sim,
só que advindo do homem que teme a Deus, são seguros; pois, gera um potencial
mais autêntico e reto.
Há implicações filosóficas
realistas para a Educação Religiosa nesta tese do apóstolo Paulo. A filosofia
gerou na mente de alguns cristãos de que o mais importante no estudo da Bíblia
é o domínio dos dados bíblicos. O texto bíblico citado anterior leva o cristão
ao estímulo e ao risco de se crer que o conhecimento terreno é frio e
suficiente a corromper o homem carnal; sem suficiência, sem aplicação à vida
diária espiritual. Porém em dada reflexão bíblica, e aplicada aos pensamentos
que são de cima visa ao homem temente a Deus uma concretização edificadora,
segura e permanente.
A Educação em si traz um vasto
conhecimento e aplicações de regras dentro do seu campo de desenvolvimento,
tais como: o Nacionalismo, o Comunismo, o Relativismo, o Humanismo, o
Construtivismo, etc. Tudo isso e muito mais, a Educação se encontra englobada.
A mesma faz parte das correntes filosóficas e não tem porque fugir dessa linha,
porque não há Educação sem filosofia e nem Filosofia sem Educação. A Filosofia
traz também o seu esquema de classificação e auto se apresenta em estilo
diversificado como nas chamadas Filosofias Clássicas: o Idealismo (a filosofia
educacional mais antiga, a qual se aplica a sua própria definição); o Realismo
(que está definido como mecanismo e prática, que sustenta um conceito
científico em defesa dos valores independentes da mente humana); o Pragmatismo
(que já se apresenta como um responsável da ação e do trabalho).
A Filosofia Contemporânea está
dividida em: PERENALISMO, PROGRESSIVISMO, ESSENCIALISMO RECONSTRUTIVISMO;
enfim, se organizam em outros degraus e outras combinações, mas não deixam de
se exporem como ciências auxiliadoras que ajudam ao homem adentrar em maiores
conhecimentos, inúmeras teorias, e por demais, entram até em discórdias às
vezes, para satisfazer seus próprios interesses, mas não deixam de existirem.
Já nas correntes filosóficas
religiosas, cuidadosamente examinadas, surgem outros ramos como: o tomismo, o
NEOTOMISMO, (onde Tomás de Aquino baseia-se na união entre a fé e a razão, uma
decisão estabelecida para o catolicismo ocorrido no século XIII, podemos
definir também como um ramo da filosofia que vem com o domínio na educação da
igreja católica romana. No livro de Êxodo 6:3 está definido uma declaração que
está voltada para o ramo da filosofia da razão como falou Tomás de Aquino
ampliando a idéia de Aristóteles que falava da forma e matéria.
O existencialismo é um ramo
filosófico de cunho novo, e que se baseia em si mesmo e se mantém isolado dos
outros ramos filosóficos, está voltado apenas para a existência e a autonomia
dos indivíduos que estão no mundo. É um sistema de pensamento que traz uma
afirmação que o cosmo existe sem mudanças, e que a humanidade é chamada à
existência dentro do cosmo. O ponto de vista educacional advoga que o
existencialismo aponta duas esferas para cada pessoa individualmente; uma tem a
ver com a consciência do mundo existencial, a outra, quase impossível de
definir, tem a ver com a consciência da consciência do mundo existencial. É uma
filosofia que visa uma educação não-formal, e não-tradicional. Não esquecendo
que o existencialismo é uma filosofia que concorda com o movimento da chamada
Teologia da Libertação, que busca a liberdade do indivíduo.
O mestre por sua
vez, é alguém responsável que traz esclarecimentos para abrir o entendimento do
aluno, sem dar respostas prontas; visando ele mesmo se descobrir o mundo de
entendimento que se encontra ao redor dele próprio. Com este ponto saliente, o
aluno aprende que ele deve tomar responsabilidade pela sua própria aprendizagem
e que seu êxito está englobado em tudo aquilo que vai conquistando no
dia-a-dia; sua soma, enfim, é galgar o píncaro de sua glória no topo do ponto
chave de sua aprendizagem. Trazendo aplicações para a Educação religiosa,
notadamente se sabe que esta teoria tem uma facilidade de influência para as
igrejas cristãs, vistas que, cada aluno cristão deve está completamente
esclarecido pela palavra de Deus mediante tal filosofia, pois o mesmo sabe que
nada do que ele estuda em outras fontes de educação formal o informal, possa
substituir o que está aprendendo no estudo da Bíblia Sagrada. Assim está
escrito na palavra de Deus: João 17: 17 "Santifica-os na verdade; a tua
palavra é a verdade". Vemos aqui que um seguidor de Jesus Cristo se torna
puro e santo por meio da fé e da obediência à Palavra de Deus (Hebreus 4: 12).
Ele já aceitou o perdão advindo da morte e do sacrifício de Cristo (Hebreus 7:
26 - 27). Sabemos que a aplicação diária da Palavra de Deus tem um efeito
purificador em nossa mente e em nosso coração. A igreja de Cristo sustenta a
posição da educação espiritual em manter firme e segura a posição tanto do
mestre como a do aluno, mesmo que surja outra filosofia que queira desviar o
roteiro correto do que ensina a Palavra do nosso Deus. Até porque o
existencialista cristão aconselha que o aluno cristão, tome responsabilidade
completamente por suas crenças e por seus trabalhos cristãos. Aprendemos muito
com as filosofias clássicas, tradicionais e contemporâneas, mas nenhuma delas
afirma que tem segurança em preparar o educador e o educando cristão para uma
comunhão intrínseca com Deus. Entendemos que estas estão voltadas em preparar
mais o alunado para o proselitismo e propagação de dogmas, do que levar o aluno
a um conhecimento propriamente dito. Encontramos também nos ramos da Teologia
que o cristão é responsável por suas próprias ações, só que, devemos recordar
que a igreja é uma comunidade cristã, uma comunidade terapêutica, mas que também
possui um líder que se responsabiliza por sua vida. Jesus nos ensinou cuidar de
vidas, fazer discípulos, pregar para as nações, etc.
Entretanto, o mestre, como
exemplo de quem já tem a experiência na vida cristã; o aluno como o que
necessita de ajuda em sua peregrinação na fé; o conteúdo inspirado por Deus,
que encontramos nas Escrituras Sagradas; notadamente se afirma que, por mais
que essas três coisas se auto denomine-se mais importante do que a existência
de qualquer outra coisa, sabemos que o que rende em prioridade tanto para o
mestre quanto para o aluno, nada disso poderá ser visto como mais importante,
pois o que solidifica tanto ao mestre como ao aluno, é permanecer na
metodologia do ensino-aprendizagem de estudos bíblicos, assegurando as verdades
adquirida na Bíblia que lhe gerou a verdadeira fé, e deixar que o Espírito
Santo promova as mudanças e diferenças entre uma sala de aula; a inteireza quem
gera entre as indiferenças é o Espírito Santo da Verdade que o mundo não
conhece e nem pode receber; somente os cristãos que têm esse privilégio de
serem identificados como templo de habitação do Espírito de nosso Deus. A
Palavra de Deus oferece mais do que o conteúdo do ensino Cristão; é quem dá o
equilíbrio ao ensino da filosofia e até gera uma estrutura essencial nos
questionamentos desiguais e diferenciados que a filosofia oferece. O ensino
cristão traça uma metodologia de grande proveito, pois o mesmo traz o legado
das Escrituras para maturidade do cristão. A saber: o Amor, a Maturidade e a
Teologia como ciência de Deus. Na primeira carta do apóstolo Paulo a Timóteo
está escrito citações reunidas que surpreende qualquer pessoa que pensa que
sabe instruir ou compreender completamente a Palavra. Existem porções contidas
no Novo testamento que surpreende qualquer filósofo ou teólogo na sua vasta
postura de conhecimentos históricos, científicos, filosóficos e teológicos.
Nosso Deus é sapientíssimo... Um dos maiores focos que registra a Bíblia
sagrada é o AMOR, ele é o gerador infindável e marca individualmente cada
discípulo que com ele se identifica tendendo ser moderado e pacífico. Seja
mestre, apóstolo, discípulo, evangelista, diácono, profeta e as demais
hierarquias na graduação teológica, a Bíblia por sua vez, é a nascente que
jorra uma fonte inesgotável que o homem possa beber e comer ( sentido
espiritual ), e nenhum outro conhecimento pode substituir o que está escrito
nas Escrituras Sagradas. Recomendamos a todos que estudem a Bíblia, ela é a
fonte que flui diretamente do coração de Deus para o nosso coração.
Pastor José Ildo Pereira (Igreja Batista Missionária, em Boa Ventura-PB):
Bacharelado em Teologia
Bacharelado em Psicologia
Pastoral
Bacharelado em Missiologia
Formação em Psicanálise
Clínica ( Cursando )
Pós – Graduado em Liderança
Cristã
Mestre em Teologia com
ênfase em Aconselhamento Cristão
Mestre em Educação Religiosa
Mestre em Ciências da
Religião
Mestre em Exegese ( cursando
)
Doutor em Teologia
Licenciatura Plena em Letras
Licenciatura em Filosofia
Pós – Graduado em Supervisão
e Orientação Educacional
Pós – Graduado em Docência
do Ensino Superior (cursando)
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