O ministro da Educação, Cid Gomes, disse nesta sexta
(30) que colocará em consulta pública, nas próximas semanas, um novo
modelo de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O novo
formato, que prevê a criação de um banco digital de questões, permitiria
o agendamento online da prova.
O exame, obrigatório para entrar em
universidades federais, é aplicado simultaneamente, em todo o país, e
teve 8,7 milhões de inscritos no ano passado.
Cid Gomes destacou que a consulta pública será um "pré-requisito para
pensar em um Enem online, que é ter um grande banco de questões”. No
Rio de Janeiro, o ministro visitou o Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia. “Se tivermos, para cada uma das áreas, cerca de 8
mil perguntas, se tivermos esse banco de dados, ele pode ficar aberto ao
público, é uma grande fonte de estudo.”
Para ele, outra vantagem é que as provas online seriam exclusivas,
compostas por questões do banco, e não mais um único modelo como é
atualmente. Cid Gomes disse que o novo modelo de prova do Enem inibiria
denúncias de vazamento, como ocorreu na última edição, no Piauí. Sobre o
caso, que foi investigado pela Polícia Federal, o ministro esclareceu
que o tema da redação foi antecipado para cerca de 30 pessoas de um
grupo de rede social privada em telefones celulares, minutos antes da
prova.
“Ficou muito claro que essa antecipação, de 15 minutos, não permitiu
benefício para ninguém”, disse. “Há de se convir que 15 minutos [de
antecipação de tema] não permitem a uma pessoa ter desempenho melhor [na
redação]”. Por causa do vazamento, o Ministério Público Federal no
estado pediu a anulação da prova, recusado pela Justiça.
Ainda em fase de discussão, o Enem online foi inspirado nos exames de
legislação do Detran, que já podem ser agendados com antecedência, de
acordo com a conveniência do aluno. Para dar certo, esclarece Gomes, o
ministério designaria os locais de prova para cada estudante.
Fonte: Por Agência Brasil

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