Quatro ministros do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantiveram, na noite desta
quinta-feira (11), a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba
(TRE-PB) confirmando a elegibilidade do senador Cássio Cunha Lima
(PSDB), que concorre ao governo do estado nas eleições deste ano.
Contudo, um pedido de vista da ministra Luciano Lóssio adiou o resultado final do julgamento.
Porém, como a Corte é composta pelo voto de sete ministros, Cássio já é considerado, pela maioria, como elegível.
O ministro Gilmar
Mendes, relator do recurso que pedia o indeferimento da candidatura do
tucano, entendeu que o postulante já cumpriu os 8 de inelegibilidade
previstos na Lei da Ficha Limpa.
Gilmar Mendes alegou que
considerar o 2º turno para contagem de inelegibilidade “violaria o
princípio da isonomia. Com efeito a tese executada pelos recorrentes
ensejaria um inconstitucional aumento de inelegibilidade. Levaria um
absurdo jurídico”.
O ministro citou o
relatório do juiz do TRE, Rudival Gama, que exemplificou a desigualdade
que seria dada aos candidatos, caso fosse considerado o 2º turno como
contagem para inelegibilidade. “Por todas essas razões estou negando
provimento aos recursos”, disse.
Acompanhando o voto do
relator, o presidente do Tribunal, ministro Dias Tófolli, acrescentou
que Cássio tem mandato de senador, que vai até 2018, e que barrar o
registro do tucano seria uma contradição para a Corte.
Também acompanharam o
voto do relator, além de Tófolli, os ministros João Otávio de Noronha e
Tarcísio Vieira. Rosa Weber e Thereza Assis Moura preferiram esperar o
voto de Luciano Lóssio.
A decisão dos ministros
foi em concordância com o Ministério Público. O vice-procurador geral
eleitoral, Eugênio José Guilherme de Araújo, já havia opinado pela
elegibilidade de Cássio. Para o TSE, assim como para o procurador, o
prazo para a inelegibilidade conta a partir do 1º turno e, portanto, no
dia 5 de outubro Cássio já não poderia mais ser incluído da lista de
inelegíveis.
O recurso foi impetrado
por Maria da Luz Silva, Rafael de Lima Rodrigues, Ministério Público
Eleitoral e Coligação A força do trabalho contra a decisão do TRE-PB,
que, por cinco votos contra um, decidiu que Cássio é elegível.
Do Blog do Gordinho

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