Suspensão dos direitos
políticos pelo prazo de cinco anos; pagamento de R$ 72.242,05, em favor
do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e proibição de
contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais ou
creditícios públicos pelo prazo de cinco anos.
Foram estas as
penalidades que a Justiça Federal aplicou ao ex-prefeito de Bayeux Jota
Junior, no julgamento da ação de improbidade administrativa nº
0007726-04.2011.4.05.8200.
Cabe recurso da decisão.
Na ação, o Ministério
Público Federal (MPF) aponta irregularidades na aplicação dos recursos
federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE, nos
exercícios de 2006 e 2007, repassados ao município de Bayeux, quando
Jota Júnior exerceu o cargo de prefeito, envolvendo: aquisição de
produtos não distribuídos às escolas municipais; aquisição de produtos
por valores maiores que os licitados; aquisição de gêneros alimentícios
sem licitação; documentação de despesas realizadas sem a identificação
do PNAE; e movimentações indevidas nas contas específicas do PNAE,
totalizando dano ao erário na quantia de R$ 72.242,05.
“As Irregularidades
apontadas excedem o âmbito de meras irregularidades ou ilegalidades. São
desvios e anormalidades. Desvios de recursos destinados a escolas e a
crianças são monstruosidades, a merecer pronto combate e reparação
educativa. Não são meras irregularidades, repita-se”, destaca na
sentença o juiz Alexandre de Luna Freire, da 2ª Vara Federal.
Esta é a segunda
condenação que envolve o ex-prefeito Jota Junior em menos de uma semana.
Em outra ação de improbidade, julgada pela Justiça Federal, ele foi
condenado juntamente com a ex-prefeita Sara Cabral por irregularidades
no contrato de repasse nº 163258-33, que previa a construção de 40 casas
no município de Bayeux. Na sentença, ele teve os direitos políticos
suspensos por cinco anos, além de outras penalidades.
Fonte: JPB

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