“É uma vitória muito
grande!”. Foi assim que a promotora de Justiça que coordena o Centro de
Apoio às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Andréa
Bezerra Pequeno, comemorou a aprovação das regras para o licenciamento
ambiental de projetos de extração de areia nos leitos dos rios
paraibanos.
A deliberação foi feita
pelo Conselho de Proteção Ambiental (Copam) - colegiado integrado pelo
Ministério Público estadual (MPPB) -, na manhã desta terça-feira (16),
na Sala de Sessões da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em João
Pessoa, depois de muitas discussões e reuniões.
A expectativa é de que a deliberação com as regras para o exercício dessa atividade seja publicada até a próxima semana.
O documento terá
validade em todo o território paraibano e vai nortear também a atuação
dos promotores de Justiça para combater o processo de degradação que
atinge vários rios, com destaque para o Rio Paraíba. “Embora existissem
pronunciamentos por parte da Sudema (Superintendência do Meio Ambiente
do Estado da Paraíba), a ausência de critérios específicos acabava
fragilizando todo processo. Essa regulamentação, essas novas
condicionantes à quantidade de areia que deve ser extraída dos
mananciais, por exemplo, além de trazer sustentabilidade a essa
atividade econômica, preservando o meio ambiente, também vai tornar mais
fácil o trabalho de fiscalização dos promotores de Justiça. Vamos
exigir dos empreendedores e também da Sudema o cumprimento dessa
regulamentação”, explicou Andréa Bezerra.
A deliberação do Copam
traz cerca de 20 artigos, seu objetivo é proteger os recursos hídricos
(e garantir a conservação e os usos múltiplos nos cursos d´água) e áreas
de preservação permanente localizadas próximas aos leitos dos rios,
além de garantir o respeito às populações ribeirinhas, usuárias
tradicionais desses cursos d´água perenes ou intermitentes e de
proporcionar à Sudema procedimentos para fazer o licenciamento ambiental
e fiscalizar as atividades licenciadas.
Luta
Há cerca de seis meses, o
Centro de Apoio às Promotorias de Justiça de Defesa do Meio Ambiente do
MPPB tem cobrado do poder público medidas para combater a degradação
dos rios existentes no Estado, com destaque para o Rio Paraíba.
Várias reuniões foram
realizadas para identificar os principais problemas que provocam a
degradação do Rio Paraíba, especificamente, por se tratar do rio mais
importante do Estado. Dentre os problemas enfrentados pelo rio estão a
extração irregular de areia, a poluição causada por matadouros, olarias e
pelo despejo de esgoto, por exemplo. Uma das medidas adotadas pela
Sudema foi a contratação do especialista da Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE), Ricardo Braga, para coordenar um estudo detalhado
sobre o Rio Paraíba.
A regulamentação dos
critérios para a extração de areia nos leitos dos rios paraibanos é um
dos resultados da intervenção do MPPB nessa área.
O Copam
O Conselho de Proteção
Ambiental é um órgão colegiado vinculado à Secretaria de Estado dos
Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia que atua
na prevenção e no controle da poluição e degradação do meio ambiente,
visando a proteção, conservação, recuperação e melhoria dos recursos
ambientais, analisando todas as licenças concedidas pela Sudema. Ele é
presidido pelo secretário de Estado da Ciência e Tecnologia e do Meio
Ambiente, e integrado por cinco representantes do Conselho Regional de
Engenharia e Agronomia (Crea), cinco representantes da Sudema, um
representante da Associação Paraibana dos Amigos da Natureza (Apan), por
um representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por um representante do Ministério
Público, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da
Paraíba (Iphaep), da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e
Ambiental (Abes), do Centro das Indústrias do Estado da Paraíba (Ciep) e
da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep).
Fonte: Assessoria

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