Inabalável e
apática tudo indica que a partir desta sexta-feira a nação brasileira
passará a conviver novamente com o senador Renan Calheiro à frente do
Senado e do Congresso Nacional. Caso não ocorra nenhuma surpresa, Renan retoma o comando da Casa após ter sido defenestrado do cargo envolto em denúncias de falcatruas no episódio que ficou conhecido como “bois de Alagoas”.
Eleito, Renan passará a
comandar a mais Alta Casa do Legislativo brasileiro, na condição de
denunciado junto ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria da República. Isto é, o Senado está propenso a devolver a sua presidência a um futuro réu. Ou, na pior das hipóteses, a um futuro condenado.
O
senador das Alagoas é hoje o favorito para assumir novamente o mais
alto posto na Casa, em eleição a ser realizada nesta sexta-feira.
Surpreende nisso tudo é que a volta do peemedebista tem a bênção do
Palácio do Planalto e de toda a base de sustentação da presidente Dilma
Rousseff no Congresso, o que confirma que poucos estão se importando
como a moralidade pública.
Uma das últimas denúncias contra Renan foi publicada
pelo Estadão na semana passada mostrando que o senador utilizou sua
influência na Caixa Econômica Federal e entre correligionários para
transformar o Estado de Alagoas numa máquina de contratações do programa
habitacional Minha Casa, Minha Vida.
A
Construtora Uchôa, do irmão de Tito Uchôa, apontado como laranja do
peemedebista faturou mais de R$ 70 milhões no programa nos últimos dois
anos, segundo a reportagem. Tito Uchôa é sócio do filho do senador, o
deputado federal Renan Filho (PMDB), em uma gráfica e em duas rádios. A
mulher dele, Vânia Uchôa, era funcionária do gabinete de Renan.
É
por demais constrangedor que mesmo respondendo a processos na Justiça,
entre eles um de improbidade administrativa, e tendo seu nome ainda
constantemente envolvido em polêmicas, o nome do peemedebista segue
firme na disputa e, somente um fato surpresa, de grandes dimensões,
poderá evitar que ele se “abufele” no espaldar da cadeira de Presidente
do Senado.
Mais
surpreendente ainda, é que Renan Calheiro, navega em águas calmas e
cristalinas na busca da Presidência do Senado, sem sequer ser contestado
pela opinião pública, que se cala e se conforma com este tipo de
absurdo, mesma sabendo da dimensão e da desmoralização que a eleição
trará para um dos mais importantes Poderes da República, justamente aquele que representa a sociedade.
Ao
ficar omissa e passiva diante do caso a sociedade passa a avaliar que
pessoas dotadas de “mãos sujas” e emporcalhadas tenham o mesmo
privilégio daqueles que vivem em consonância com a moralidade, com a
ética e com respeito às leis.
O certo é que Renan e sua “trupe” continuam desafiando os bons costumes da Nação!
Fonte: BoaVenturaOnline com ChicoPinto
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