sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Coluna Isaac Pinto: A saúde e o povo!


O brasileiro em geral sofre com uma das mais altas cargas tributárias do planeta. Teoricamente, isso lhe garantiria um atendimento de saúde eficaz e decente, mas não existe. Em muitas Capitais, inclusive a nossa, milhares depessoas poderão esperar até cinco anos por uma cirurgia. Nos hospitais,prontos-socorros e outras unidades de saúde aumentam as filas e as queixas quanto à qualidade do atendimento. O desafio do futuro para nossos políticos era de tornar este sistema mais saudável, humano e com qualidade.


Recentemente, acompanhei um conterrâneo do nosso vale aqui na capital vindo com problemas de saúde, e na ocasião procuramos um Hospital de referência na esperançosa tentativa para que seu atendimento fosse um sucesso, e de certa forma foi, pois haja vista tamanha preocupação, o sucesso no atendimento se deu apenas, pelo fato da sua enfermidade se tratar de coisa simples. Graças a Deus. Baseado nesse episódio, junto a outro amigo que me acompanhava nessa missão, percebemos quanto sofre o povo brasileiro, o paraibano e, principalmente o sertanejo, que já vem castigado pela seca que os assola ainda não dispõe de hospitais de grande porte naquela distante região. Foi então, que resolvi lançar em tela essa problemática de nossa sociedade.
Enquanto os focos dos nossos governantes estão voltados para os eventos futuros, o povo sofre, clama, morre em hospitais públicos esperando atendimento de qualidade, enquanto isso, o projeto do trem bala segue a todo vapor, com a finalidade de favorecer uma pequena massa enquanto o povo pena sonhando em um dia quem sabe, ter uma saúde de verdade, diferente daquelas mostradas nos guias eleitorais e nos palanques durante o processo de campanha política.
Analisando a história da saúde publica do Brasil, aprendemos que na época colonial a saúde praticamente não existia, o modelo de gerir não permitia, as coisas funcionavam através de ervas e os boticários eram as únicas formas de assistência daquele período. As medidas de solução começaram a surgir com os portugueses, que percebendo a necessidade no setor fundaram as primeiras escolas médicas do Brasil, isso seria a solução? Pensaram alguns. Até seria se o modelo administrativo e o respeito com o povo fosse levado a sério, algo que não existe até hoje. Mesmo com a criação do Ministério da Saúde, a evolução das máquinas e o aprimoramento nos diversos ramos da medicina, a saúde pública no Brasil, principalmente em nosso vale ainda é de se lamentar, pois em alguns casos as pessoas ficam sofrendo na espera inclusive de ambulâncias para se locomoverem até um grande centro, ainda falta muito, falta vontade de fazer, falta mais humanidade e amor pelo próximo.
Esse problema vai existir até quando não se facilitar o acesso ao atendimento e incentivar a qualidade deste, não poderemos esperar grandes transformações no âmbito da saúde. Por isso, os relatos lançados nesse artigo nos despertam para outras questões, tais como a qualidade do ensino médico, o preço pago pelos serviços de saúde, seja por parte direta do consumidor, seja pelos planos de saúde ou por órgão estatais. Ainda, se questiona se o Sistema Único de Saúde tem respondido às funções para as quais foi criado, ou seja, a degratuidade, equidade, integralidade e universalidade. O combustível encorajador dessa melhoria é o esforço político para a maximização dos recursos oriundos do desenvolvimento econômico para aplicação e investimento em aumento de renda e possibilidade de consumo dos elementos propulsores de saúde individual, como aumento do padrão educacional e facilitação do acesso à moradia digna, especialmente daqueles que se encontram à margem de locais propícios a doenças, essas ações resultarão em lucros sociais diretamente refletidos na economia dos gastos com a ação curativa dos serviços públicos de saúde.

Por fim, irmãos do vale e amigos leitores, para que essa realidade mude, é preciso uma mobilização coletiva da sociedade com o propósito de criar mecanismos que promovam as mudanças necessárias na saúde pública, tão carente nesse aspecto. A participação popular é fundamental, pois como já sabemos a saúde definitivamente não é prioridade dos nossos gestores, se não,continuará defasada, pois eles almejam e objetivam outras coisas, mesmo sendo esta um dos princípios fundamentais de nossa constituição, eles fecham os olhos para este que, deveria ser em tese o principal direito de todos.


BoaVenturaOnline com IsaacPinto

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