sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Transposição: Sonho ou Realidade? Confira!


Tratar de um tema tão polêmico e de fato preocupante nos remete a pensar sobre uma disputa de interesses que pode mudar a realidade da seca no nordeste, grande problema desse século.

Se nos guiarmos pela nossa Constituição que se caracteriza como a mais democrática da história, e consta em seu art. 5°, “que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e tem acima de tudo o direito a um bem maior, que é o direito a vida”, isso configura a certeza de que, se água é vida, então, o direito que é líquido e certo neste caso não pode ser atropelado impedindo a realização desta impávida obra.


Durante anos as águas do São Francisco simbolizaram a integração nacional por facilitarem a entrada dos bandeirantes aos sertões na segunda guerra mundial, mas essa marca da história atravessou o tempo, e hoje é símbolo de discórdia entre políticos, ambientalista e a igreja católica, o motivo desta briga é o deslocamento das águas do “velho Chico” para o semi-árido, esse conflito é atualmente objeto de discussão nos tribunais, só no Supremo Tribunal Federal (STF) diversas ações já foram julgadas e ainda existem algumas delas em tramitação, o ex- Presidente Lula chamou a transposição de “o abastecimento humano” ponto inatacável do projeto, mas na verdade o receio com a realização da obra é incorporar o nordeste à economia nacional.


O objetivo do projeto é garantir a oferta de água para o desenvolvimento sustentável dos Estados e regiões beneficiando diretamente o Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, e de acordo com dados do Ministério da Integração Nacional a transposição favorecerá cerca de 12 milhões de pessoas que sofrem com o problema da seca, e segundo pesquisas o projeto consiste na retirada contínua de 26,4 metros cúbicos por segundo de água o que equivale a apenas 1,4 da capacidade do rio.

O interligamento  é, portanto, a tentativa de resolver de vez por todas o problema, o caminho dessas águas prevê  de forma segura a construção de 740 km de canais e rede de distribuição que divididos em dois eixos levarão  água para 12 milhões de nordestinos.Além do benefício em prol da seca, o projeto gerará mais empregos e trará consigo uma maior notoriedade da economia da região.


Enfim, se o projeto deu certo em Países como Estados Unidos, Israel  e China, basta apenas a boa vontade de nossos governantes em olharem de maneira mais humana para uma região carente de água e que sofrem com isto, e deixem de lado conflitos de interesses distintos e passem a enxergar a transposição como meio de atender a necessidade de milhões de pessoas, pois apesar dos sertanejos serem antes de tudo fortes , como assim os definiram o grande mestre Euclides da Cunha, em sua famosa obra os Sertões, eles também precisam de água para continuar vivendo, como sertanejo, peço o apelo da grande mídia para divulgarem essa situação, exigindo que as promessas eleitoreiras saiam do papel deixando de ser sonho e passe a ser realidade.

BoaVenturaOnline com Isaac Pinto
    

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