quarta-feira, 27 de março de 2013

Coluna Chico Pinto: Nem todos, né Barbosa?


Diante da  segurança  das suas declarações o  ministro Joaquim Barbosa, que também preside o CNJ, tem o dever e a obrigação de nominar  os juízes envolvidos em casos perniciosos e encaminhar para a OAB a relação dos advogados signatários das falcatruas dentro do Poder Judiciário. 

É evidente que, denúncias gravíssimas como esta, a sociedade precisa saber da  inteireza dos fatos em sua plenitude, afim de descobrir onde o “cancro” está instalado, para que seja feita, pelo menos uma assepsia, já que o mal é de difícil cura e o remédio tem que ser amargo, através de punições severas e exemplares.

Se Barbosa tem razão no que diz e admite que o problema exista, cabe a ele, na condição de  representante maior do Judiciário brasileiro, agir com a firmeza que o caso requer;  não deixando no vazio do esquecimento as duras declarações. No mínimo, deve-se criar algumas  normas que tornem os relacionamentos institucionais tão transparentes quanto possível.

Isto se faz necessário para evitar que homens e mulheres de bem que atuam com responsabilidade diante das suas funções, sejam igualados  a esse tipo de  magistrados comprados, injustos e que denigrem a imagem do Poder.

Barbosa, na condição de Presidente do CNJ, dispõe de meios e de poderes para agir dessa forma, o que evitará a generalização das denúncias.

Mas, com certeza, Joaquim Barbosa erra, quando diz que “a proximidade de juízes com advogados  muitas vezes, resulta em tratamento privilegiado e desequilibra o jogo em favor de uma das partes”.

Faltou ao ministro reconhecer que esse tipo de comportamento, só é possível,  quando o juiz  é volúvel e o advogado age  com esperteza e de forma nem um pouco convencional.

O certo é que o primeiro passo já foi dado: já se admite que o problema exista!

Chico Pinto / BoaVenturaOnline

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