Uma fábrica instalada em
Campina Grande, a partir de incentivos dos governos federal e estadual
está produzindo tablets no Estado.
Os equipamentos devem
estar disponíveis no mercado a partir de abril. O diretor de Operações
da N3, Clóvis Machado Nogueira Neto garante que os tablets não deixam a
desejar em relação à concorrência e que todo o processo de fabricação é
feito em Campina Grande.
Nessa conversa com o
Correio, Clóvis Nogueira detalha as etapas da produção, fala com
entusiasmo das máquinas e garante que a manipulação humana só ocorre na
hora de testar o produto final. Os tablets devem chegar ao mercado em
abril e custarão, a depender do modelo, entre R$ 349,00 e R$ 399.
A entrevista:
- Quando os primeiros tablets começam a ser produzidos?
- Eles já foram
homologados, lançados em nível de teste – alguns clientes já consumiram
os tablets da N3 – e agora no começo de abril estará sendo feita a
primeira produção em massa.
- Como poderia ser traduzida essa expressão produção em massa?
- A produção inicial foi
feita com produtos semi-acabados, semi-desmontados para avaliação e
hoje esta produção que está para ser iniciada é o mesmo processo fabril
que é feito na Foxcom em São Paulo para produção dos Ipads da Apple.
Estamos falando em sair da produção de algumas peças para a produção de
um primeiro lote de 2 mil tablets com objetivo final de em nó máximo 3
meses chegue a 54 mil unidades.
-Quando os equipamentos estarão no mercado, nas lojas?
-De meados a final de abril. Estamos em cima.
- Qual o diferencial desses equipamentos fabricados na Paraíba em relação aos que estão disponíveis hoje para o consumidor?
- A grande diferença é
que os tablets que hoje estão no mercado – a maioria deles é importada –
e em geral considero eu, de baixa qualidade. O mercado consumidor tem
comprado tablets que não têm algumas características mínimas para você
ter uma boa experiência de uso com o produto.
- O que seria essa boa experiência?
- Hoje é comum você
encontrar nas lojas um tablet barato e quando você olha – fantástico –
trezentos e poucos reais. Quando você começa a usar o produto não tem a
resposta esperada. Por exemplo, as telas, que muitas vezes são
resistivas e não capacitivas.
- O que vem a ser a resistiva e a capacitiva?
- A resistiva é aquela
que você precisa de fato apertar – precisa ter a sensação de aperto na
tela - para obter resposta ao estímulo, ou seja, aperto e afundo. Já a
capacitiva tem uma sensibilidade diferente que você passa o dedo e ele
te responde de forma automática. É uma sensação de uso completamente
diferente. Como o mercado aqui está tendo que importar o produto, tem
todo tipo de qualidade.
- Como será o tablet da N3?
- O tablet que está
sendo lançado, como todos nossos outros produtos, é algo que atenda a
expectativa de qualidade e de experiência de uso do produto.
-A que custo vai sair para o consumidor?
- A gente espera que
esse produto saia na ponta, na cadeia varejista para o consumidor final,
a depender do modelo, entre R$ 349 a R$ 399.
Correio da Paraíba

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