sábado, 9 de março de 2013

Coluna Isaac Pinto: Mulher; Ontem, hoje e sempre

Fazendo um link com a história, remetemos a data de oito de março então escolhida para celebrar em todo o mundo o dia internacional das mulheres, pois foi neste dia que no ano de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos situada na cidade de Nova Iorque, fizeram uma grande greve ocupando a fábrica e reivindicando melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas, pois as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário, equiparação de salários com os homens, já que na época as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem para executar a mesma função, e ter um tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. Essa manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada, e aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o oito de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela organização das Nações Unidas - ONU. 

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar as conquistas realizadas pelas mulheres, já que ainda há muito para se conquistar. Na maioria dos países, realizaram-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização ainda existentes contra a mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história. No Brasil, as mulheres durante muito tempo não podiam votar, esse direito só foi concedido a elas no ano de 1932, como também o direito de serem eleitas para cargos legislativos e no executivo. 

Saindo um pouco do âmbito internacional acerca dessa data, mas ainda como foco na homenagem às mulheres, remeto-me a externar uma dedicação muito especial as mulheres de Boa Ventura, ponto central dessa coluna. 

Desde sua fundação, Boa Ventura já se caracteriza pela ação de mulheres, a exemplo de Maria Baraúna, uma mulher forte e corajosa que deixou escrito seu nome nos anais da história de nossa cidade. Assim como elas, outras também tiveram seu papel fundamental para que Boa Ventura avançasse no tempo conquistando seu espaço. Nossa amada terra teve a sorte de ter tido filhas ilustres e dedicadas a seus irmãos, como a saudosa Maria Enfermeira, que através de suas habilidades em partos, ajudou tantas mães a colocarem seus filhos no mundo. Tivemos nossas educadoras (Odete Diniz, Dona Clementiva) e tantas outras que nunca mediram esforços para ajudar na educação da população Boa Venturense. Fica aqui o registro a mulheres como Maria Arciolina Alvarenga, Toinha Barreiro, mulheres fortes que contribuíram e muito para crescimento da cidade. Nosso lindo Hino foi escrito por uma mulher, Terezinha Othon.  

Boa Ventura, sem dúvida foi e é berço de grandes mulheres, mulheres que foram grandes mães e que ao lado de seus maridos criaram famílias projetando-as para o sucesso, como Cleonice Rodrigues Santana (Dona Nicinha Duarte), Dona Salomé, Dona Socorro Ângelo, Dona Noêmia Pinto, Dona Paula Cordeiro, Quitéria Pinto, Maria Gomes de Araújo (Baia), esta que hoje se encontra com 95 anos, tendo vivido grande parte de nossa história. 

Boa Ventura atualmente dispõe de jovens mulheres dedicadas aos estudos, pois é notória a quantidade delas que estão nas universidades de nosso Estado. Outro fato interessante para a história de nossa cidade foi no último pleito disputado, onde tivemos pela primeira vez na história política uma mulher na disputa para o Executivo local na pessoa da Enfermeira Leonice Lopes. 

Enfim, são tantas as mulheres de nossa cidade que me perdoe caso tenha esquecido alguma.  Diante de tantas Donas que falei, faço minha homenagem especial para Dona Lozinha, minha amada mãe, que como todas as mulheres acimas citadas teve seu papel de mulher e mãe muito bem exercido. 

Parabéns a todas as mulheres de Boa Ventura e do mundo! 

Isaac Pinto / BoaVenturaOnline 

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