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(Foto: Adriano Zago/G1) |
A
Polícia Civil apresentou na manhã desta terça-feira (7), na Delegacia
de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Aparecida de Goiânia, o
comerciante George Araújo, dono de uma pizzaria e suspeito de atirar em
uma menina de 11 anos durante uma briga com o pai dela, no último dia
27 de abril. Após ficar foragido da Justiça, ele se apresentou à polícia
na segunda-feira (6) e passou a noite na Delegacia Estadual de
Investigação de Homicídios (DIH). Ele irá prestar depoimento ainda nesta
tarde. A garota baleada teve morte cerebral constatada na noite de
domingo (5), mas os aparelhos ainda não foram desligados.
Em
prantos, George não se manifestou diante da imprensa durante a
apresentação, mas o advogado de defesa afirma que ele está arrependido.
“Ele me disse que perdeu a cabeça, errou e está preparado para responder
civilmente e criminalmente. Houve todo calor da situação e,
infelizmente, desencadeou na morte da criança. Porém, ele não está se
furtando da responsabilidade”, enfatiza o advogado Roberto Rodrigues.
O
advogado argumentou que o pai da criança deveria ter tido alguns
cuidados para evitar a tragédia. “Ele também foi responsável pelo que
aconteceu, pois as imagens mostram que ele usou a criança como escudo.
Os dois têm que responder pela morte da criança”, declara.
Provocação
Ainda
segundo o advogado, o comerciante argumenta que efetuou os disparos por
ter sido provocado. “O George disse que o pai da criança chegou na
pizzaria dizendo que iria resolver um desentendimento que os dois
tiveram há aproximadamente dois meses. Ele disse que o homem falava ao
celular dizendo que o que era dele estava chegando e também fazia gestos
que mencionava que ele estava armado. Por isso, vamos trabalhar na
hipótese de homicídio privilegiado, ou seja, quando a pessoa reage a uma
provocação”, explica Roberto Rodrigues.
Entretanto,
a delegada titular da DPCA, Marcela Orçai, que investiga o caso, afirma
que até o momento o comerciante está respondendo por homicídio. “O
inquérito deve ser concluído nesta semana, se conseguirmos ouvir todas
as testemunhas envolvidas no caso, mas, por enquanto, o George está
respondendo por homicídio duplicamente qualificado. Porém, já
descartamos a hipótese de legítima defesa, pois ele efetuou os disparos
sem reação das vítimas”, ressalta a delegada.
Questionada
sobre o comerciante ter utilizado o carro da esposa para fugir, ela
explica: “Nós estamos fazendo essa análise e ninguém deixará de ser
indiciado nesse inquérito. Se for comprovada alguma participação dela no
caso, ela será indiciada”, afirma Marcela Orçai.
A
delegada não soube informar ainda se será pedida a prisão preventiva do
suspeito nem onde ele ficará detido até a decisão da Justiça.
O
crime aconteceu, segundo a polícia, após uma discussão por causa de uma
pizza entre o dono de uma pizzaria, George Araújo, e o pai da menina
Kerolly, o serralheiro Sinomar Lopes, que era cliente do
estabelecimento. A vítima e a irmã Pérola Alves Lopes, de 14 anos,
abraçaram o pai quando viram a arma apontada para ele. O suspeito então
atirou três vezes. Dois disparos atingiram a adolescente, na perna e na
cabeça. O atirador fugiu do local. A câmera de segurança do
estabelecimento registrou toda a confusão.
Quinze
horas depois da confusão, o suspeito de atirar em Kerolly se apresentou
em uma delegacia. Ele prestou depoimento alegando ter disparado em
legítima defesa, mas não foi preso na época. A lei determina que alguém
seja preso em flagrante apenas se for detido no momento do crime, depois
de uma perseguição ou se ainda estiver com a arma usada. Como não havia
pedido de prisão, ele acabou liberado. O advogado que o acompanhou no
depoimento desistiu da defesa ao ver o vídeo em que o ex-cliente aparece
disparando contra o serralheiro Sinomar Alves Lopes e as duas filhas,
que tentaram protegê-lo.
No último dia 30, ele teve a prisão preventiva decretada e ficou foragido até se entregar na noite de segunda-feira.
Fonte: G1

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