As escolas públicas de educação básica poderão comprar
diretamente o que precisam para a melhoria das instituições. Segundo o
presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José
Carlos de Freitas, as escolas receberão um cartão do Banco
do Brasil para comprar os itens que necessitam. O cartão será vinculado
aos recursos recebidos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O
projeto ainda é piloto e beneficiará apenas algumas escolas
inicialmente.
Uma
das condições necessárias para receber o cartão é que a escola tenha
uma unidade executora, que nesse caso é a associação de pais e mestres e
uma conta-corrente. Atualmente, essas escolas já recebem os recursos
diretamente, mas precisam sacar o dinheiro para
usá-lo. As escolas que não têm associação continuarão recebendo o
dinheiro por meio da prefeitura do município ou do governo do estado.
O PDDE é o repasse de recursos para a melhoria da
infraestrutura física e pedagógica, o reforço da autogestão escolar e a
elevação dos índices de desempenho da educação básica. Os recursos para
cada escola são calculados com base no censo escolar do ano anterior ao
do repasse. Cada escola recebe um valor equivalente ao número de alunos.
Outra novidade é que até este ano, os diretores podiam reprogramar os
gastos e guardar o dinheiro para que fosse usado futuramente, agora ,
diz Freitas, “aqueles que reprogramarem mais de 30% do valor recebido
terão esse valor descontado no próximo ano”. Ele prevê que sejam
destinados ao PDDE mais do que os R$ 2 bilhões repassados em 2012.
Freitas destacou também a importância da prestação de contas. Sem ela, o
estado, município e o Distrito Federal podem perder os repasses dos
programas do FNDE. O prazo para a prestação de contas dos recursos
recebidos pelo PDDE em 2011 e 2012 terminou no último dia 30. Segundo
dados da autarquia, no início do mês, 600 entes federativos não haviam
enviado a prestação de 2012 e 1.382 não haviam prestado contas de 2011.
Os números são altos não apenas para o PDDE, mas para os demais
programas cujo prazo para a prestação de contas também terminou no dia
30 de abril: o transporte e a alimentação escolar. Até esta
segunda-feira (13), mais de mil municípios não tinham prestado contas do
Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Programa Nacional
de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) referentes a 2012 e mais de
600 não tinham prestado conta desses recursos referentes a 2011.
Para estimular e facilitar prestação de contas anual, também a partir
deste ano, haverá uma prestação de contas obrigatória do primeiro
semestre. A prestação será referente à merenda escolar. “Em julho já
teremos a prestação de contas. Isso vai facilitar na hora de organizar
os documentos para o próximo ano”, diz Freitas.
AgênciaBrasil

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