Em face de constantes idas
ao nosso vizinho Estado de Pernambuco e observando seu crescimento que resolvi
trazer em tela um assunto que entristece não apenas a mim, mas a todos os
Paraibanos, que é a disparidade econômica existente entre os dois Estados.
É de
conhecimento de todos que ocorre uma infindável discussão a respeito das causas
do atraso econômico e social da Paraíba. Não existe uma teoria igualitária
sobre o assunto. Muito se atribui aos políticos, que não conseguem liderar um
projeto de desenvolvimento para o Estado, e enquanto ao modelo de se praticar a
política, quase sempre de enfrentamento entre grupos de interesses. Essa é
certamente a teoria que mais tem adeptos. Essa sim existe inclusive fundamentos
para embasá-la.
Contudo, não há
como não se concluir que a dependência da economia paraibana do setor público a
torna vulnerável e atrasada, já que não se trata de um setor produtivo. Além
disso, a administração Pública na Paraíba se mostra profundamente ineficiente,
o que contribuiu ainda mais para o atraso do Estado. Não há também como não
responsabilizar os líderes e agentes políticos da Paraíba das últimas décadas
pelo seu atraso e, essa realidade gera um grande e lamentável retrocesso.
Infelizmente,
essa é uma realidade que convivemos, e vamos conviver anos à frente enquanto
dispormos de políticos com essa visão pequena e voltada apenas para seus
interesses pessoais e de suas bases eleitorais, isso tudo reflete em um atraso
que se transforma emfome, violência, miséria, analfabetismo, enfim inúmeras
mazelas características de uma sociedade atrasada como é a nossa, enquanto um
pequeno grupo de pessoas se beneficiaà custa das “boquinhas” dos políticos e
aliados. Na prática, essa configuração tem a cara da pobreza e do atraso.
Enquanto Recife,
Natal e outras Capitais Nordestinas decolam com umturismo inovador, nossa linda
João Pessoa torna-seinerte no tempo, ficando refém de um modelo arcaico e
conservador, se distanciando cada vez mais das principais rotas turísticas de
nosso País, quando na verdade sabemos, que nossa Cidade dispõe de atrativos
muito peculiares, não deixando desejar em nada com as outras Capitas, o que
falta é um sistema de investimento digno e inovador no sentido de qualificar
nossos profissionais da área e estruturando nossos aeroportos, portos e outros
meios de acesso, isso é apenas um exemplo de quanto estamos distantes do avanço
social e econômico. Se a Capital do Estado sofre com esse modelo de
administrar, imaginem as cidades menores, onde em quase todas elas não há outra
fonte de renda, a não ser o setor público, e como ficam as pessoas que não são
da base do Prefeito? É um verdadeiro sofrimento.
Para comprovar essas
diferenças vemos aqui do lado à indústria Pernambucana se apresentando em pleno
desenvolvimento em razão dos constantes investimentos nos segmentos de
transformação de minerais, turístico, confecções, químico, petroquímico,
farmacêutico, mobiliário, transporte e de energia. Recife, Capital
pernambucana, por exemplo, possui um moderno polo de informática, que concentra
mais de 200 empresas e realiza negócios comerciais que atingem mais de 100
milhões de reais por ano.
Aqui em nosso Estado é fácil
identificar as brigas políticas, o São João de Campina
Grande, considerado o maior do mundo, deveria ocorrer com parceria entre o
Governo Estadual e a Prefeitura, mas o que vemos todo ano é que, quando o
Prefeito municipal não é da base do Governo, não recebe a ajuda do Estado,
tendo que custear sozinha o evento, isso é vergonhoso.
O que falta para
nosso Estado, é acabar de vez com esses duelos de facções políticas e cabe a
todos os Paraibanos, eleger pessoas que pensem de forma transparente e que
tenha em mente o progresso, não a vontade de se eleger com intuito de provar ao
outro que tem mais voto, e sim no sentido de dedicar a construir políticas
desenvolvimentistas. Avante Paraíba.
Isaac Pinto/BoaVenturaOnline
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