quinta-feira, 11 de abril de 2013

Coluna Isaac Pinto: A Paraíba e o atraso econômico



Em face de constantes idas ao nosso vizinho Estado de Pernambuco e observando seu crescimento que resolvi trazer em tela um assunto que entristece não apenas a mim, mas a todos os Paraibanos, que é a disparidade econômica existente entre os dois Estados.


É de conhecimento de todos que ocorre uma infindável discussão a respeito das causas do atraso econômico e social da Paraíba. Não existe uma teoria igualitária sobre o assunto. Muito se atribui aos políticos, que não conseguem liderar um projeto de desenvolvimento para o Estado, e enquanto ao modelo de se praticar a política, quase sempre de enfrentamento entre grupos de interesses. Essa é certamente a teoria que mais tem adeptos. Essa sim existe inclusive fundamentos para embasá-la.


Contudo, não há como não se concluir que a dependência da economia paraibana do setor público a torna vulnerável e atrasada, já que não se trata de um setor produtivo. Além disso, a administração Pública na Paraíba se mostra profundamente ineficiente, o que contribuiu ainda mais para o atraso do Estado. Não há também como não responsabilizar os líderes e agentes políticos da Paraíba das últimas décadas pelo seu atraso e, essa realidade gera um grande e lamentável retrocesso. 


Infelizmente, essa é uma realidade que convivemos, e vamos conviver anos à frente enquanto dispormos de políticos com essa visão pequena e voltada apenas para seus interesses pessoais e de suas bases eleitorais, isso tudo reflete em um atraso que se transforma emfome, violência, miséria, analfabetismo, enfim inúmeras mazelas características de uma sociedade atrasada como é a nossa, enquanto um pequeno grupo de pessoas se beneficiaà custa das “boquinhas” dos políticos e aliados. Na prática, essa configuração tem a cara da pobreza e do atraso.


Enquanto Recife, Natal e outras Capitais Nordestinas decolam com umturismo inovador, nossa linda João Pessoa torna-seinerte no tempo, ficando refém de um modelo arcaico e conservador, se distanciando cada vez mais das principais rotas turísticas de nosso País, quando na verdade sabemos, que nossa Cidade dispõe de atrativos muito peculiares, não deixando desejar em nada com as outras Capitas, o que falta é um sistema de investimento digno e inovador no sentido de qualificar nossos profissionais da área e estruturando nossos aeroportos, portos e outros meios de acesso, isso é apenas um exemplo de quanto estamos distantes do avanço social e econômico. Se a Capital do Estado sofre com esse modelo de administrar, imaginem as cidades menores, onde em quase todas elas não há outra fonte de renda, a não ser o setor público, e como ficam as pessoas que não são da base do Prefeito? É um verdadeiro sofrimento. 


Para comprovar essas diferenças vemos aqui do lado à indústria Pernambucana se apresentando em pleno desenvolvimento em razão dos constantes investimentos nos segmentos de transformação de minerais, turístico, confecções, químico, petroquímico, farmacêutico, mobiliário, transporte e de energia. Recife, Capital pernambucana, por exemplo, possui um moderno polo de informática, que concentra mais de 200 empresas e realiza negócios comerciais que atingem mais de 100 milhões de reais por ano.


Aqui em nosso Estado é fácil identificar as brigas políticas, o São João de Campina Grande, considerado o maior do mundo, deveria ocorrer com parceria entre o Governo Estadual e a Prefeitura, mas o que vemos todo ano é que, quando o Prefeito municipal não é da base do Governo, não recebe a ajuda do Estado, tendo que custear sozinha o evento, isso é vergonhoso.


O que falta para nosso Estado, é acabar de vez com esses duelos de facções políticas e cabe a todos os Paraibanos, eleger pessoas que pensem de forma transparente e que tenha em mente o progresso, não a vontade de se eleger com intuito de provar ao outro que tem mais voto, e sim no sentido de dedicar a construir políticas desenvolvimentistas. Avante Paraíba.

Isaac Pinto/BoaVenturaOnline

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