Nesta semana, o
presidente da Associação Brasileira de Consultores Profissionais na
Paraíba, Mauro Ronaldo Leite, avisou que nos próximos dias estará
apresentando um projeto que pretende proibir a circulação de
motocicletas em todas as ruas da Paraíba das 21h até as 5h da manhã.
De acordo com as
justificativas do dirigente, a ideia busca coibir o número de
assassinatos no Estado já que, segundo dados que garante ter em mãos,
90% das mortes por execução acontecem nessa faixa de horário, na quase
totalidade tendo como responsáveis motoqueiros.
“Não estou dizendo que
apenas isso irá acabar com a violência no nosso Estado. Estamos apenas
apresentando uma das formas de inibir essas execuções frequentes”,
justificou Ronaldo Leite.
Ainda segundo o projeto,
todas as motocicletas que forem vistas circulando pelas vias do Estado
dentro desse horário de restrição, serão sumariamente apreendidas, sendo
seu condutor punido pela desobediência à Lei.
“A fiscalização também
será feita pela população, que poderá ligar para as autoridades
denunciando o uso de motos nesse horário específico”, explica o
dirigente.
Questionado se o projeto
não seria inconstitucional, já que feriria o direito ‘de ir e vir’,
Ronaldo contestou, lembrando que, de acordo com o artigo 5º da
Constituição Federal, em seu inciso II, “ninguém será obrigado a fazer
ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei”.
“Alguém que dirige uma moto irregular já é parado e tem o veículo apreendido, além de responder por essa falta”, destacou Mauro.
Questionado ainda sobre
como ficaria a situação das cidades que fazem do uso dos “moto-táxis”
uma prática quase que ‘cultural’, como Campina Grande, Ronaldo lamentou,
mas avisou que será inevitável que o novo regramento limite o serviço.
“Infelizmente nesses horários essas motos precisarão ser recolhidas”, ponderou Ronaldo Leite.
Outra proposta polêmica –
A AbracP também foi responsável por um pedido bastante comentado. Já no
início do mandato do governador Ricardo Coutinho (PSB), em nome da
instituição, Mauro Ronaldo Leite encaminhou pedido de impeachment do
Chefe do Executivo à Assembleia Legislativa, alegando ‘crime de
responsabilidade’ por parte do governador, pela demissão de servidores
temporários dos quadros do Executivo.
À época, Ronaldo afirmou
que Estado se encaminhava para uma “convulsão depressiva“ de natureza
social e institucional, caso continuasse chefiado por Ricardo Coutinho.
A proposta ainda chegou a ser discutida pelos deputados, principalmente da oposição, mas acabou logo arquivada.
Luis Alberto Guedes

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