A jovem Lídia dos Santos
Pereira, de 21 anos, grávida de nove meses, morreu no final da tarde
desta segunda-feira (08), na Maternidade Peregrino Filho em Patos.
Lídia deu entrada na
Maternidade por volta das 07h:00 da manhã e após ser atendida pelo
médico, foi constatado que a jovem estava com oito centímetros de
dilatação.
Segundo a família às 10h:30, o quadro de Lídia não evoluiu e mesmo assim os médicos decidiram realizar o parto normal.
Imagens abaixo:
A sogra da vítima,
Severina Araújo Pereira, em entrevista ao maispatos, disse que Lídia
estava sem forças e dizia todo o tempo que morreria.
A jovem foi levada para a
sala de parto e a criança foi retirada. Minutos depois, Lidia começou a
se sentir mal e teve hemorragia. Lidia foi encaminhada para o bloco
cirúrgico. Apóscontida a hemorragia, a jovem recebeu transfusão de
sangue e de acordo com a sogra, os médicos disseram que Lídia teria que
se submeter a uma histerectomia.
Mesmo não concordando, a
família decidiu pela realização do procedimento, para salvar a vida da
jovem mãe. Na mesa de operação, Lídia teve uma parada cardíaca e veio à
óbito.
A família disse que a gravidez da jovem foi toda saudável e que o pré-natal foi feito da forma correta.
Um grande tumulto foi causado e a Polícia precisou ser acionada.
A reportagem tentou
falar com os médicos que realizaram a cirurgia da vítima, porém, de
acordo com funcionários, os mesmos estavam na sala de cirurgia.
A direção da Maternidade também foi procurada, mas ninguém apareceu para comentar o caso. O bebê está na Unidade de Terapia Intensiva e seu estado de saúde é estável.

A família está aguardando a liberação do corpo para providenciar o sepultamento da jovem, que residia no Bairro Bivar Olinto.
Direção da Maternidade aponta doença rara como causa da morte de jovem de 21 anos em Patos.
A direção da Maternidade Peregrino Filho de Patos comentou sobre a morte da jovem Lidia dos Santos Pereira, de 21 anos, que faleceu no final da tarde desta segunda-feira, (08), após dar a luz a seu filho.
Segundo o diretor técnico da Maternidade, Dr. Paulo Athayde, a jovem foi acometida por uma atonia uterina, que é uma condição no qual o útero, logo após o parto, não consegue se contrair, conseqüentemente há um sangramento volumoso.
Dr. Paulo disse que conversou com a equipe médica que atendeu Lídia e os mesmos disseram que esse quadro foi justamente o que motivou a decisão de realizar a histerectomia, ou seja, a retirada do útero, procedimento indicado nesse tipo de caso.
Questionado sobre a decisão de ter sido feito um parto normal na paciente, Dr. Paulo garantiu que tudo foi feito da maneira correta: "Essa questão de aguardar para o parto normal é comum. Existem partos normais que duram até 24 horas", disse.
O médico garantiu ainda que não tem como prever se uma paciente será acometida por tal condição, além disso, a atonia uterina independe de parto normal ou cesariana: "Esses casos, apesar de bastante raros, podem acontecer em qualquer tipo de parto".
Uma sindicância será aberta, o caso será encaminhado à Comissão de ética e será investigado.
O bebê da jovem sobreviveu e está na Unidade de Terapia Intensiva. Seu estado de saúde é estável.
Lídia era filha de Lúcia Costa, mais conhecida como Lucinha, coordenadora do Colégio Evolução.
MaisPatos



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