
Nos últimos dias, em Itaporanga e algumas outras cidades regionais, boatos de raptos de crianças têm deixando pais apreensivos e crianças assustadas. A cada momento, surge uma nova conversa de que um menino ou menina foi sequestrada, causando pavor entre as famílias, mas tudo não passa de histórias inventadas pelo imaginário popular ou resultantes de mal entendidos.
Embora sem veracidade e nenhum sentido, essas conversas, que passam de uma pessoa a outra com grande velocidade, causam forte impacto social e mudam costumes: as crianças estão passando mais tempo dentro de casa e se recolhendo mais cedo à noite.
Os boatos são diversos: em um momento, a conversa é que um carro preto sequestrou um menino em determinada rua; em outro, fala-se que um homem está invadindo as casas e raptando as crianças. Comenta-se também que uma mulher que se apresenta como assistente social está carregando meninos. Esses supostos sequestros, de acordo com o entendimento comum, seriam para retirada de órgãos internos dos menores ou para utilizá-los em rituais de magia negra. No entanto, nenhuma queixa de desaparecimento de criança ou tentativa de rapto chegou à delegacia ou à Polícia Militar, conforme apurou a Folha.
As chamadas lendas urbanas, embora sem fundamento, geralmente resultam de algum choque emocional vivenciado pela sociedade. Esses boatos que ora sacodem a população começaram depois do caso ocorrido em Boa Ventura no final da semana passada, quando uma mulher da cidade de Mari, com problemas psíquicos resultado de uma gravidez mal sucedida, sequestrou uma criança de seis meses para forjar uma maternidade e reaproximar-se do namorado, que é de Ibiara. O sequestro durou alguns minutos, o menino foi resgatado e a acusada está respondendo em liberdade.
Embora esclarecido e isolado, o caso mexeu com a imaginação popular, dando vazão a muitos boatos e, coincidentemente, eles surgem em uma das semanas mais tranquilas dos últimos tempos na região.
Fonte: Folha do Vali
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