Desde
o dia em que foi veiculada a informação de que escola estadual João Calvacanti Sula iria ser demolida
para a construção de um novo prédio, que várias pessoas de nossa cidade através
da internet se manifestaram, uns contra e outros a favor de tal decisão.
Acompanhando
alguns comentários pelo facebook pude notar que esse dilema está tomando uma
proporção bem acirrada, no entanto a de ser analisar ambas as opiniões para
então tomarmos um posicionamento consciente, e não ir pela a onda do eu acho
que isso é melhor. Fala-se muito em patrimônio histórico que este prédio
representa e, portanto jamais se deve demoli-lo; de fato, há todo um contexto
sentimental envolvido por se tratar de parte da biografia de um povo, de um
espaço em que conhecimento e relações foram ali solidificados, tal sentimento
não se pode negar, portanto, o João Calvacanti não deve demolido e sim
reformado, conservando assim suas formas arquitetônicas, assim pensa o contra a
demolição. Por outro lado se afirma que há uma intenção do Governo em construir
uma nova e moderna escola, a dita escola
modelo, que a meu ver só estrutura prédios e não a educação em si.
Analisando tais opiniões, afirmo que inicialmente eu era totalmente oposto a
demolição, não que agora eu seja a favor, porém depois de refletir, dei a minha
opinião um maior sentido e, espero que o leitor, a favor ou contra a demolição,
repense comigo.
Construir
uma escola modelo em nosso município seria ótimo, exelente, magnífico, não há
idéia melhor, mas será que só de prédio novo sobrevive a educação? Até onde sei
sobre esse projeto, fala-se somente em construção de um novo prédio, se isso só
bastasse tudo estaria resolvido; não sou um conhecedor profundo da área desses
modelos de projetos de construções de escolas com essa caracterização, e se o
leitor tiver conhecimento, por favor, me ajude; pois bem, a pergunta agora é: em
projetos como esses, há de fato uma melhoria na educação? Talvez até digam:
não, mas nessas escolas, têm quadras, laboratórios de informática, de química, física...
E isso em si já contribui; eu penso que só construir por construir uma escola
dessas, não vale à pena se não surtir efeito na melhoria da educação, não
adiante sacrificar um patrimônio histórico em detrimento de uma magnífica
escola que sabe lá se de fato o sistema educativo será tão modelo quanto à dita
escola. Em resumo, penso que se deve se
unir as coisas, estrutura física e estrutura educacional, um prédio novo seria
ótimo, mas repito, será que há um projeto de melhoria na educação nesses tipos
escolas, como: salários modelos, educação modelo, alunos modelos enfim, se a
escola é modelo, então que tudo seja modelo, aí sim sou totalmente a favor da
demolição, e quanto à reforma? Acho muito estranho não haver possibilidade de
reformar esse prédio, essa história precisa ser mais bem esclarecida pelos
engenheiros que a avaliaram, e deram esse veredicto.
Proponho
que haja mais uma audiência pública, onde essas questões sejam mais bem debatidas
e esclarecidas entre povo, alunos, educadores e governo, que nessa audiência
venha á público todos os questionamentos que permeia este dilema, questões;
tais como: o que é de fato esse projeto
de escola modelo e, se o mesmo tem também um projeto educativo além de
estruturação física da escola, por que o prédio não pode ser reformado, há
explicações convincentes, há um laudo afirmando isso? Esclarecido todas essas dúvidas,
saberemos o que será melhor para o velho João Calvacanti Sula.
Fonte: BoaVenturaOnline com Renato Valerio
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