sábado, 28 de setembro de 2013

O velho João Cavalcanti e um novo dilema: Reformar ou Demolir?



Desde o dia em que foi veiculada a informação de que escola estadual João Calvacanti Sula iria ser demolida para a construção de um novo prédio, que várias pessoas de nossa cidade através da internet se manifestaram, uns contra e outros a favor de tal decisão.


Acompanhando alguns comentários pelo facebook pude notar que esse dilema está tomando uma proporção bem acirrada, no entanto a de ser analisar ambas as opiniões para então tomarmos um posicionamento consciente, e não ir pela a onda do eu acho que isso é melhor. Fala-se muito em patrimônio histórico que este prédio representa e, portanto jamais se deve demoli-lo; de fato, há todo um contexto sentimental envolvido por se tratar de parte da biografia de um povo, de um espaço em que conhecimento e relações foram ali solidificados, tal sentimento não se pode negar, portanto, o João Calvacanti não deve demolido e sim reformado, conservando assim suas formas arquitetônicas, assim pensa o contra a demolição. Por outro lado se afirma que há uma intenção do Governo em construir uma nova e moderna escola, a dita escola modelo, que a meu ver só estrutura prédios e não a educação em si. Analisando tais opiniões, afirmo que inicialmente eu era totalmente oposto a demolição, não que agora eu seja a favor, porém depois de refletir, dei a minha opinião um maior sentido e, espero que o leitor, a favor ou contra a demolição, repense comigo. 


Construir uma escola modelo em nosso município seria ótimo, exelente, magnífico, não há idéia melhor, mas será que só de prédio novo sobrevive a educação? Até onde sei sobre esse projeto, fala-se somente em construção de um novo prédio, se isso só bastasse tudo estaria resolvido; não sou um conhecedor profundo da área desses modelos de projetos de construções de escolas com essa caracterização, e se o leitor tiver conhecimento, por favor, me ajude; pois bem, a pergunta agora é: em projetos como esses, há de fato uma melhoria na educação? Talvez até digam: não, mas nessas escolas, têm quadras, laboratórios de informática, de química, física... E isso em si já contribui; eu penso que só construir por construir uma escola dessas, não vale à pena se não surtir efeito na melhoria da educação, não adiante sacrificar um patrimônio histórico em detrimento de uma magnífica escola que sabe lá se de fato o sistema educativo será tão modelo quanto à dita escola.  Em resumo, penso que se deve se unir as coisas, estrutura física e estrutura educacional, um prédio novo seria ótimo, mas repito, será que há um projeto de melhoria na educação nesses tipos escolas, como: salários modelos, educação modelo, alunos modelos enfim, se a escola é modelo, então que tudo seja modelo, aí sim sou totalmente a favor da demolição, e quanto à reforma? Acho muito estranho não haver possibilidade de reformar esse prédio, essa história precisa ser mais bem esclarecida pelos engenheiros que a avaliaram, e deram esse veredicto.


Proponho que haja mais uma audiência pública, onde essas questões sejam mais bem debatidas e esclarecidas entre povo, alunos, educadores e governo, que nessa audiência venha á público todos os questionamentos que permeia este dilema, questões; tais como: o que é de fato  esse projeto de escola modelo e, se o mesmo tem também um projeto educativo além de estruturação física da escola, por que o prédio não pode ser reformado, há explicações convincentes, há um laudo afirmando isso? Esclarecido todas essas dúvidas, saberemos o que será melhor para o velho João Calvacanti Sula.
   
Fonte: BoaVenturaOnline com Renato Valerio

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